Entramos as duas na banheira da vovó Zizi, como de costume.
Você, toda linda, querendo lavar os próprios cabelos com a bucha vegetal cheia de sabonete de gente grande.
Refreei seu impulso, dando-lhe um pouco do sabonete líquido infantil, designados a olhinhos como os seus (assim não arde). Pegou um bocado e lavou a cabeça, a barriga e o bumbum. Lavava enquanto nomeava as partes lavadas. Lavou a sua carinhosamente apelidada "pepequinha", pela primeira vez, com uma maestria de quem já tem três anos (mas você ainda nem completou o segundo!). Foi muito interessante observar o quanto você aprende rápido e quão intensamente absorve todas as informações que lhe são apresentadas. Crianças devem ser mesmo uma esponja neuronal, como diz meu pai.
Voltando um pouco as horas antes do banho, para contextualizar o post: estamos em Belo Horizonte, só nós duas (seu pai voltou para Vila Velha no dia 26 de dezembro e nós só voltaremos no dia 31). Hoje, acordamos na casa de seus avós paternos e a primeira coisa que fez quando viu a foto do Lucas foi soltar um: "papai! vamo a casa deie, vamo!". Meu coração ficou pequeno, mas foi muito bonitinho. Umas duas horas depois, você emplacou outra engraçadíssima, mostrando saudades das pessoas que estão longe: "ah, tadinha, vovó zizi, tá dodói". Vovó Zizi dodói? De onde saiu essa? Não tenho idéia! Só sei que você achou um jeito de falar que minha mãe está dodói. Vai ver que é para você ter de ir lá cuidar dela. Ou então você já sabe que ela deve estar mesmo é doente...de saudades.
Fomos ao Quinta Avenida e compramos um sapatinho maravilhoso para seu pezinho vinte e dois. Todo em couro, macio como ele só! Não se fazem sapatos assim, diriam alguns, como antigamente se fazia. Discordo: finalmente achei um sapato de antigamente! Fiquei tão feliz que tive ímpetos de comprar dois, três pares, todos de tamanhos diferentes! Enquanto escrevo, percebo os pequenos prazeres bobos de ser mãe e querer sempre do melhor para a cria... Paciência! Com licença, que a minha cria já toma banho sozinha, conta até quatorze sem errar e sabe narrar histórias, além de me beijar carinhosamente quando quer carinho? :)
(Que mãe babona!)
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Natal dos adultos
Esse ano lhe trouxe um Natal aprazível. Na verdade, penso que você é que estava aprazível para o Natal, dada sua idade tão fantástica de começar a descobrir as coisas.
Depois de um longo e tenebroso vácuo de vinte e dois anos, você foi a primeira criança a voltar a povoar os natais da família Maia Junqueira e posso lhe garantir que abrimos as portas para toda uma nova geração de junqueirinhas que, agora, sairão do ovo. Tia Maria, que você tanto gosta, será vovó duas vezes em menos de um ano (exatamente como fizemos com sua avó Dayse). Isso é bem bacana: no próximo Natal, já serão três crianças, para dizer o mínimo (porque sempre há a possibilidade de alguém correr atrás do prejuízo e aparecer cultivando uma sementinha até meados de março).
Quem sabe, com a família encriançada, as pessoas não passem a praticar um pouco mais de carinho, paciência e perdão. Ninguém sairia perdendo com isso, garanto.
E por falar em família, deixa eu lhe colocar umas questões interessantes, antes que sua adolescência teime em lhe arrancar do seio familiar.
Na casa dos seus avós maternos (e só vou dar o exemplo dos avós maternos porque foi desse ninho que eu saí e são as lembranças das experiências que me fizeram o indivíduo que sou hoje) o Natal é comemorado com rodas de abraço, mesuras, comidas e vinho. Nunca vi um povo que gosta tanto de beber comendo, enquanto deixa a nostalgia tomar conta das conversas que se dão na sala de estar, junto à árvore. Posso dizer, por vivência, que um abraço apertado em minha família, vale mais que um presente, e é item obrigatório na chegada, na saída, e nos intervalos de meia hora. Gostamos de abraçar, de massagens, de falar alto, de dar beijinho nas nossas crianças. Gostamos, minto, amamos comer afetivamente também. Devoramos grandes bocados de tudo que está no pratinho com patê de gorgonzola, só pelo prazer de usar a boca (é um blá blá blá, mnhamnham, blá blá, mnhamnham interminável). Cresci achando que Natal era isso: reunir a família, comer até cansar, falar até cansar e trocar presentes. Do ponto de vista médio-burguês, continuo achando, apesar de, nesse Natal, essa imagem ter se desgastado um pouco quando percebi que não são todas as famílias que fazem essa mesma celebração dos sentidos.
Olhando em retrospectiva, penso que seja especialmente importante entender o lugar de onde saímos para conseguir definir com que apetrechos vamos para onde escolhemos ir. Compreendo que sua pouca idade hoje seja empecilho para discussão de questões dessa natureza (você ainda está na fase de discutir se suja suas fraldas escondidinha atrás do sofá ou dentro do armário), mas chegará o tempo em que tudo isso brotará na sua frente e, por via das dúvidas, caso isso lhe chegue sem minha presença, já deixo aqui um pouco do que acredito ser uma medida razoável de convivência pró crescimento: família é importante. Muito importante. Fundamental.
São as únicas pessoas com grandes chances de lhe acompanhar ao longo de sua vida e, se você tiver sorte, são aquelas que carregarão você para dentro da vida delas, dando-lhe a oportunidade de fazer a diferença lá também. Aproveite. Conheça seus avós. Conheça seus tios e tias, primos, tio-avós. Dê a eles a chance de saber quem você é em troca da chance que eles lhe darão de parar para conhecer você. Sei que, muitas vezes, é mais fácil (ou mais prazeroso) se entender com colegas de sala ou vizinhos, mas o laço familiar é algo que conecta as pessoas como uma linha invisível, um cordão umbilical universal que lhe garante abrigo e lhe cobra abrigo em casos especiais ou corriqueiros e abraçar essa prática definitivamente faz pessoas melhores.
É claro que há gente em nossa família com quem não nos identificamos. Há gente assim em todo lugar. Desses, só digo uma coisa: não há necessidade de abraçá-los ou forçar a convivência, mas aprenda com eles como você não gostaria de ser, para não se deixar tornar um deles. Cada um têm uma informação valiosa para lhe oferecer, até para o lado contrário...
Depois de um longo e tenebroso vácuo de vinte e dois anos, você foi a primeira criança a voltar a povoar os natais da família Maia Junqueira e posso lhe garantir que abrimos as portas para toda uma nova geração de junqueirinhas que, agora, sairão do ovo. Tia Maria, que você tanto gosta, será vovó duas vezes em menos de um ano (exatamente como fizemos com sua avó Dayse). Isso é bem bacana: no próximo Natal, já serão três crianças, para dizer o mínimo (porque sempre há a possibilidade de alguém correr atrás do prejuízo e aparecer cultivando uma sementinha até meados de março).
Quem sabe, com a família encriançada, as pessoas não passem a praticar um pouco mais de carinho, paciência e perdão. Ninguém sairia perdendo com isso, garanto.
E por falar em família, deixa eu lhe colocar umas questões interessantes, antes que sua adolescência teime em lhe arrancar do seio familiar.
Na casa dos seus avós maternos (e só vou dar o exemplo dos avós maternos porque foi desse ninho que eu saí e são as lembranças das experiências que me fizeram o indivíduo que sou hoje) o Natal é comemorado com rodas de abraço, mesuras, comidas e vinho. Nunca vi um povo que gosta tanto de beber comendo, enquanto deixa a nostalgia tomar conta das conversas que se dão na sala de estar, junto à árvore. Posso dizer, por vivência, que um abraço apertado em minha família, vale mais que um presente, e é item obrigatório na chegada, na saída, e nos intervalos de meia hora. Gostamos de abraçar, de massagens, de falar alto, de dar beijinho nas nossas crianças. Gostamos, minto, amamos comer afetivamente também. Devoramos grandes bocados de tudo que está no pratinho com patê de gorgonzola, só pelo prazer de usar a boca (é um blá blá blá, mnhamnham, blá blá, mnhamnham interminável). Cresci achando que Natal era isso: reunir a família, comer até cansar, falar até cansar e trocar presentes. Do ponto de vista médio-burguês, continuo achando, apesar de, nesse Natal, essa imagem ter se desgastado um pouco quando percebi que não são todas as famílias que fazem essa mesma celebração dos sentidos.
Olhando em retrospectiva, penso que seja especialmente importante entender o lugar de onde saímos para conseguir definir com que apetrechos vamos para onde escolhemos ir. Compreendo que sua pouca idade hoje seja empecilho para discussão de questões dessa natureza (você ainda está na fase de discutir se suja suas fraldas escondidinha atrás do sofá ou dentro do armário), mas chegará o tempo em que tudo isso brotará na sua frente e, por via das dúvidas, caso isso lhe chegue sem minha presença, já deixo aqui um pouco do que acredito ser uma medida razoável de convivência pró crescimento: família é importante. Muito importante. Fundamental.
São as únicas pessoas com grandes chances de lhe acompanhar ao longo de sua vida e, se você tiver sorte, são aquelas que carregarão você para dentro da vida delas, dando-lhe a oportunidade de fazer a diferença lá também. Aproveite. Conheça seus avós. Conheça seus tios e tias, primos, tio-avós. Dê a eles a chance de saber quem você é em troca da chance que eles lhe darão de parar para conhecer você. Sei que, muitas vezes, é mais fácil (ou mais prazeroso) se entender com colegas de sala ou vizinhos, mas o laço familiar é algo que conecta as pessoas como uma linha invisível, um cordão umbilical universal que lhe garante abrigo e lhe cobra abrigo em casos especiais ou corriqueiros e abraçar essa prática definitivamente faz pessoas melhores.
É claro que há gente em nossa família com quem não nos identificamos. Há gente assim em todo lugar. Desses, só digo uma coisa: não há necessidade de abraçá-los ou forçar a convivência, mas aprenda com eles como você não gostaria de ser, para não se deixar tornar um deles. Cada um têm uma informação valiosa para lhe oferecer, até para o lado contrário...
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Lembrando dos velhos tempos
A primeira palavra que você falou, aproximadamente aos nove meses, foi urubu.
(A bem da verdade, uma réplica fonética perfeita diria que foi "u-u-bu").
É claro que você falava "mama" também, mas em "mama" não havia o sentido "mãe", era só um balbuciar de sílabas ridiculamente fácil e elementar, que toda criança fala desde quase sempre. Mas a primeira palavra com sentido mesmo, aquela que você falava sabendo do que estava falando, foi urubu e eu amo você por isso.
Nunca quis forçar que aprendesse "mamãe" sobre todas as coisas e ademais, penso que existe uma mágica quando se começa a falar: o que se diz, como se diz, com que freqüência. Uma primeira palavra é unica e vai ficar marcada para o resto da vida, veja bem. Poderia ter sido qualquer outra coisa, dada a quantidade de vezes que a gente substantivava perto de você para distrair seus olhinhos: au-au, miau, mamãe, papai, vovó, carro, bicho, sei lá, para quem nunca disse nada, todas as palavras são uma primeira em potencial!
E você, dando mostras do bichinho eloqüente que já é, me aponta para o céu e fala urubu. Assim, do nada, num passeio pelo quintal da casa da vovó Zizi. Pirei.
Hoje suas incursões pelo mundo das palavras são desbravadoras e você fala (ou, pelo menos, tenta) praticamente de tudo. Mas, não se engane, não é porque falar já se tornou senso comum para você que tal ato perdeu a magia e caiu na rotina. Vibro com cada palavra aprendida e, confesso, há coisas tão lindinhas que você fala (" o e-e-fanti comi a fôia e o gaio") que dá vontade de reforçar a fala errada só pra ficar mais bonitinho por mais tempo!
(A bem da verdade, uma réplica fonética perfeita diria que foi "u-u-bu").
É claro que você falava "mama" também, mas em "mama" não havia o sentido "mãe", era só um balbuciar de sílabas ridiculamente fácil e elementar, que toda criança fala desde quase sempre. Mas a primeira palavra com sentido mesmo, aquela que você falava sabendo do que estava falando, foi urubu e eu amo você por isso.
Nunca quis forçar que aprendesse "mamãe" sobre todas as coisas e ademais, penso que existe uma mágica quando se começa a falar: o que se diz, como se diz, com que freqüência. Uma primeira palavra é unica e vai ficar marcada para o resto da vida, veja bem. Poderia ter sido qualquer outra coisa, dada a quantidade de vezes que a gente substantivava perto de você para distrair seus olhinhos: au-au, miau, mamãe, papai, vovó, carro, bicho, sei lá, para quem nunca disse nada, todas as palavras são uma primeira em potencial!
E você, dando mostras do bichinho eloqüente que já é, me aponta para o céu e fala urubu. Assim, do nada, num passeio pelo quintal da casa da vovó Zizi. Pirei.
Hoje suas incursões pelo mundo das palavras são desbravadoras e você fala (ou, pelo menos, tenta) praticamente de tudo. Mas, não se engane, não é porque falar já se tornou senso comum para você que tal ato perdeu a magia e caiu na rotina. Vibro com cada palavra aprendida e, confesso, há coisas tão lindinhas que você fala (" o e-e-fanti comi a fôia e o gaio") que dá vontade de reforçar a fala errada só pra ficar mais bonitinho por mais tempo!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Um ano e nove meses, acabou de sair do banho, corre para a televisão para assistir os Backyardigans. No episódio de hoje, tem um extraterrestre que você cismou de chamar de "sapo", porque o bicho é verde e tem olhos esbugalhados. Pois bem. Você se aproxima da tevê, o suficiente para abraça-la, so to speak, e toca a tela de vidro, fazendo carinhos nas personagens. "Vem cá, vem, sapo. Dá a mão. Aqui, ó, sapo, vem. Vem cá, 'gans' [a forma como consegue falar backyardigans me enternece], vem cá, por favor".
E falou assim mesmo, com as palavras claras como um dicionário para cegos (exceto pelo nome do desenho, que ainda é um desafio para você). Foi muito lindo. Emocionante.
Você vai entender, daqui a algum tempo, que os desenhos são só desenhos e que nós os encontramos em parques temáticos e trenzinhos em volta da Praça da Liberdade. Ou então eles participam das festas de aniversários. Ou vão à sua escola no dia das crianças. Mas hoje, hoje você ainda entende esses mundos como sendo o mesmo mundo compartilhado por todos. Você é o "Onde vivem os monstros" sem monstros ou história de falta de afeto. É "Labirinto", sem a história do bebê roubado (acho que você é só o finalzinho, quando a Sarah está no quarto e os bichos saem do espelho).
Amo você. Amo todos os seus mundos tão bonitos, que a gente acaba por sufocar depois que vira adulto. Quer saber? Gostaria de lhe pedir um favor: quando crescer, deixe sempre um espaço para a brincadeira, a imaginação e as histórias de quadrinhos e desenhos animados. Um adulto que é só adulto, nada mais é que uma pessoa mais triste que as outras...
E falou assim mesmo, com as palavras claras como um dicionário para cegos (exceto pelo nome do desenho, que ainda é um desafio para você). Foi muito lindo. Emocionante.
Você vai entender, daqui a algum tempo, que os desenhos são só desenhos e que nós os encontramos em parques temáticos e trenzinhos em volta da Praça da Liberdade. Ou então eles participam das festas de aniversários. Ou vão à sua escola no dia das crianças. Mas hoje, hoje você ainda entende esses mundos como sendo o mesmo mundo compartilhado por todos. Você é o "Onde vivem os monstros" sem monstros ou história de falta de afeto. É "Labirinto", sem a história do bebê roubado (acho que você é só o finalzinho, quando a Sarah está no quarto e os bichos saem do espelho).
Amo você. Amo todos os seus mundos tão bonitos, que a gente acaba por sufocar depois que vira adulto. Quer saber? Gostaria de lhe pedir um favor: quando crescer, deixe sempre um espaço para a brincadeira, a imaginação e as histórias de quadrinhos e desenhos animados. Um adulto que é só adulto, nada mais é que uma pessoa mais triste que as outras...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Manhas e resfriados
Você sabe bem o que é um e o que é o outro. Como não poderia ser diferente, você também sabe muito bem como misturá-los até me confundir por completo. Ponto para você!
Hoje, enquanto íamos para a sua escolinha, ouvi seus protestos no banco de trás: " não, mãe, coinha não, favor, mãe, nããão...nhuimnhiumnhooooommmm". Seria bonitinho, não fosse tão heartbreaking. Deixei você lá, assim mesmo. E não deveria? Eu também tenho de trabalhar e, ademais, você precisa de rotinas e regras bem definidas para poder entender quais são seus alcances e quais não.
Afinal, uma hora depois de deixa-la, lá estava eu, a busca-la. As tias caíram no seu papo de "dodói". Fiquei até satisfeita de ter de ir, mas confesso que tive uma ponta de preocupação no fato de você já estar conseguindo manipular tanta gente com tamanha maestria. Se sua avó pudesse comentar aqui, escreveria: "ah, menina que parece com a mãe!" e riria sarcasticamente, como se você fosse o troco do que eu, supostamente, devo a ela...
Hoje, enquanto íamos para a sua escolinha, ouvi seus protestos no banco de trás: " não, mãe, coinha não, favor, mãe, nããão...nhuimnhiumnhooooommmm". Seria bonitinho, não fosse tão heartbreaking. Deixei você lá, assim mesmo. E não deveria? Eu também tenho de trabalhar e, ademais, você precisa de rotinas e regras bem definidas para poder entender quais são seus alcances e quais não.
Afinal, uma hora depois de deixa-la, lá estava eu, a busca-la. As tias caíram no seu papo de "dodói". Fiquei até satisfeita de ter de ir, mas confesso que tive uma ponta de preocupação no fato de você já estar conseguindo manipular tanta gente com tamanha maestria. Se sua avó pudesse comentar aqui, escreveria: "ah, menina que parece com a mãe!" e riria sarcasticamente, como se você fosse o troco do que eu, supostamente, devo a ela...
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Autora
Hoje você me contou a sua primeira história. Narrou, lindamente, o primeiro curta da Pixar, onde uma abelha persegue um bicho azul estranho, que você denominou um urso. Foi a coisa mais emocionante do dia, especialmente a forma como me contou: nós duas deitadas, você com suas mãozinhas envolvendo meu rosto, nossos narizes quase se tocando. Perdoe a falta de jeito na descrição, mas nada tão belo de se captar vale a pena ser descrito, justamente sob pena de perder fatias da beleza: " e a abeia coeu, coeu, o usso coeu a abeia, mamãe".
Fiquei extasiada. Meu bebê, aos vinte meses, já desenvolveu a arte de contar histórias!
Se for como sua mãe, jamais tornará ao silêncio literário. E me parece que será...
Cuidado, meu amor, que elas se confundem com a vida!
Fiquei extasiada. Meu bebê, aos vinte meses, já desenvolveu a arte de contar histórias!
Se for como sua mãe, jamais tornará ao silêncio literário. E me parece que será...
Cuidado, meu amor, que elas se confundem com a vida!
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