quarta-feira, 10 de abril de 2013

Festa de Aniversário!

Parabéns, meu amor, pelos seus quatro anos! Não me canso de expressar o óbvio, que é o amor enorme que sinto por você e o interminável orgulho que tenho em ser sua mãe (isso já está ficando piegas, não é mesmo?).
Então... quatro anos... e eu queria fazer uma cartinha diferente hoje. Uma cartinha de mãe... para mãe. Posso?
É claro que seu aniversário é uma data só sua. Ora, eu não teria a pretensão de lhe ofuscar o brilho. Em justificativa, tento expandir um pouco o horizonte dos aniversários, como definiu uma campanha publicitária há um tempo atrás: quando nasce uma criança, nasce uma mãe. E eu, meu bem, nasci há quatro anos, tanto quanto você. Essa afirmativa me assusta, tanto quanto me alegra; nunca pensei que seria possível mudar tanto assim...
Há quatro anos eu não pensava em perder noites de sono com uma criança doente a meu lado. Não pensava que teria de sacrificar o meu imediatismo para ficar à mercê do imediatismo de outra pessoa. De maneira alguma imaginei que teria de fazer tantas dublagens de personagens diferentes (às vezes em público) para ver feliz uma pessoinha pequena, que praticamente dita meus passos em quase tudo que faço. Quanta ironia!
Há quatro anos eu não precisava defender ideias de educação infantil com tanta veemência, ou mesmo separar o lanche da escola pensando na equação "mais fruta, menos farinha branca". Tampouco precisava abrir mão do salto alto ou do horário de voltar para casa, de beber refrigerante no bico da garrafa, de tomar banhos longos, de ver filmes violentos na tevê, de tomar um goró eventual, de deixar a sala arrumadíssima, sem uma almofada fora do lugar. Há quatro anos, eu era uma mulher jovem, com muitos planos e poucos projetos; com muito tempo para pensar à frente e nada que me forçasse a exercitar esse pensamento. Hoje, contudo, quanta diferença...
Ainda bem que você surgiu para dar apontar o rumo da minha vida... <3

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Postagem pré-aniversário

Minha querida.
Ainda não são seis da manhã e já estou perdida em pensamentos sobre você. A meu lado na cama, seu corpo pequeno se aninha delicadamente. Você está crescendo. Seus dedos do pé já tocam minhas canelas quando dormimos juntas e percebo você tentando "roubar" meu travesseiro, para garantir sua testa encostada na minha.
É uma honra ser sua mãe...

Seu aniversário de quatro anos está se aproximando. Faltam apenas quatro dias para assoprar suas velinhas. Quatro anos! Puxa, como a vida da gente passa rápido! Há quatro anos, lembro-me bem, minha única preocupação era a de que tivéssemos pão de queijo o suficiente para todos os convidados do chá de bebê. Quer saber? Creio que esta continua sendo a minha única preocupação, quatro anos depois...

Quero que haja pão de queijo o suficiente para todos os seus convidados. E para os papais e mamães deles. Quero que haja balões em número suficiente para você brincar satisfeita. Quero água gelada no copo limpinho, porque água é a única bebida que você toma (à parte do leite puro). É só isso que quero e que me importa agora, porque, tirando essas coisas pequenas, não tenho mesmo razão para me preocupar: você desanuvia todas as minhas preocupações, rotineira e sistematicamente.

Enquanto converso com as outras mães, percebo o quanto você é especial. A mãe do Diego, por exemplo, telefonou para contar sua resposta ao filho dela, quando perguntada sobre o que queria ganhar de aniversário. "Não precisa me dar presente, Diego. É só você ir na minha festa que já tá bom", foi o que você disse. Antes dos quatro anos! Eu mal pude acreditar... Fosse essa uma história contada por mim aos outros, não acreditariam também. Mas foi ela quem disse. E foi ele quem relatou. Todos são testemunhas da sua delicadeza e peculiaridade;  não só eu: os seus atos são compartilhados pelo boca a boca coletivo!

Há alguns dias, você me disse que, antes de nascer, era um anjinho no céu e que me escolhera para me ajudar (para me ajudar!). Disse ainda que, quando morresse, voltaria para o céu. Voltaríamos. Quer saber? Eu acreditei. Ainda acredito. Só espero que isso demore um tempo inimaginavelmente longo... E que eu já possa estar lhe esperando lá, quando tiver de acontecer... Amo você.

Mamãe