Não via seu pai desde o Natal, até que ele telefonou convidando para que você fosse passar o Carnaval no Rio com ele.
Gelei.
Uma semana. Rio de Janeiro. Carnaval. Seis anos (quase cinco).
E você foi, levando comigo metade da minha sanidade e inteiro, o coração.
Chorei no estacionamento do aeroporto (onde seu pai veio lhe buscar). Tive tanto medo de que passasse qualquer aperto e eu não estivesse lá para ajudar, para colocar você no colo, para protegê-la contra o mundo mau!
Mas. O mundo não é de todo mau.
E ficar sob as minhas asas não é de todo bom.
Caí em mim lá pelo terceiro dia, quando vocês mandaram tantas fotos felizes. Você estava ótima. Vocês, ótimos juntos.
Meu coração se encheu de alegria. Minha alma se refez de uma maneira completamente diferente: percebi que você é do mundo. Percebi que precisa do mundo. E, mais ainda que isso, percebi que a minha presença não é garantia de nada: alegria ou tristeza.
Apesar de desolador, esse pensamento é libertador...
Espero que haja outras viagens como essa, para que treine, aos poucos, essas asas que já ensaiam brotar penugens...
Amo você, cada dia mais.
<3