segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Nove anos, puberdade à porta

Os comportamentos se revezam com a fluidez do humor adolescente: você é um bebezão que já quer dirigir. Ou quase.

Quando é confrontada, rola os olhinhos para cima e me amaldiçoa mentalmente. Quando a noite cai, pula para a minha cama, para dormir.

Essa é você. Minha pequena aristocrata. A mocinha que não quer crescer (palavras suas), mas que já tem um crush por semestre (acho que o espaço está bom, não?). Que gosta dos copos com tampa e bico mediador, mas desfila pela sala com meus sapatos de salto alto. Que não escova livremente os dentes, nem dá descarga, mas já tem pelos pubianos e precisa usar sutiã (haja frango hormonado, hein?).

Querida menina, amor meu, quanta alegria em ser sua mãe. Quanta mansidão. E quanta confusão...

Nesses últimos dias mesmo você tem estado muito dengosa, repetindo "eu te amo" pra mim a cada meia hora, me beijando, abraçando, colando em mim quase pegajosamente. Não consigo identificar o motivo de todo esse apego, mas estou alerta: algo está lhe deixando receosa.

Ah, se você soubesse o quanto meu amor é infinito...não teria medo de nada...

Pensando bem: ainda bem que você não sabe...hihihi... É bom que fique grudadinha assim, enquanto posso me dar ao luxo extremo de ainda lhe carregar no colo!

Amo você <3