Você anda fazendo arte pela casa. Paredes, chão, portas de vidro: tudo é suporte para seus desenhos de lápis de cera. E não adianta eu chamar sua atenção; você franze a testa, faz bico e aperta os olhos, como se fosse chorar, mas, em segundos, lá está novamente, praticando o proibido.
Começo a perceber o quanto ser mãe é dedicar-se exclusivamente às pequenas coisas. Não teria graça deixar você fazer de tudo (e, especialmente, não seria certo). Não teria graça lhe privar de tudo que é potencialmente perigoso ou desordeiro. O segredo é o meio. Dou-lhe giz de cera para que brinque no papel e espero paciente quando o giz pula do papel para o chão, tomando preferência pelo chão. É claro que chamo sua atenção. Ora, os limites só existem quando são ensinados. E desde pequena você precisa entender que há regras maiores no mundo que os seus gritinhos fofos pela chupeta...
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