"Mãe, eu quero cortar o cabelo bem curtinho. Igual ao do Diego". Foi assim que você abordou o assunto e, de repente, o tema do dia virou cortar o cabelo.
Do alto dos seus três anos e meio, você ainda não tinha cortado cabelo. Nem uma mechinha. Nem as pontinhas. Nada. Cultivávamos aquele seu cabelão de Rapunzel, em parte porque era lindo, em parte porque você nunca quis cortar.
Confesso que, há algum tempo, tentei fazer com que ele fosse aparado, mas seu pai me fez caras feias, especialmente quando eu falei em franjinhas. Desisti. E, com o passar dos meses, aquele cabelo enorme, dourado, com cachos espalhados pelas pontas, foi se tornando moldura indissociável da sua personalidade; corta-lo seria uma catástrofe... Até aquele dia.
Achei muito interessante o jeito que abordou o corte. Antes, arredia ao secador (você nunca me deixara secar seu cabelo e corria a esconder-se dentro do armário a cada vez que escutava o danado), disse que queria ir ao salão, lavar o cabelo, cortar curto e, como se não bastasse, seca-lo! Foi o máximo!
Chegando ao salão, repetiu o pedido: queria cortar o cabelo bem curto.
Como mãe, fiz minha intervenção: bem curto, porém, não absurdamente curto, ok? Façamos um chanel. No ombro. Com a franja inteira.
Você se divertiu tanto! Adorou lavar a cabeça, amou cortar o cabelo, achou o máximo usar secador! Fez pose para o espelho, disse que já era uma menina grande. Riu a valer.
O corte valeu cada centavo! Você ficou linda e abandonou a carinha de bebê: minha filha, aos três anos e meio, estava ficando uma mocinha!
Ai, ai... como eu amo você... <3
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