sábado, 11 de maio de 2013

Véspera de dia das mães

Neste dia das mães meu presente se chama Alice. É um presente que não escolhi a dedo, mas que escolheu-me a dedo, enquanto me observava lá de cima. Posso até imaginar a cena, à la Pássaro Azul, com os bebês anjinhos morando nas nuvens e esperando a nave que os traria à Terra. Para ser fiel ao relato dela (e guarda que contou-me a história já diversas vezes), divulgo o que Alice explicou: "eu escolhi você, mãe, quando eu era anjo lá no céu. E quando eu morrer, é para lá que eu vou voltar. E você também".
Alice me fez crer em Deus. Me fez redefinir os sentimentos que brotam do meu coração e do meu desejo. Me ajudou a compreender que cada ação precisa ter um sentido e que cada escolha deve ser transparente. Se faço um curso no final de semana, é por ela que faço _ não para cobrar-lhe que cresça e se especialize como eu fiz, mas para ser interessante e competente o suficiente para prover-lhe das coisas que precisa. Se compro um sabão em pó especial, é para alegrar nossos abraços mais cheirosos. Se abandono um plano que não inclui sua presença é porque ele era absolutamente desnecessário.
Querida filha, obrigada pelo presente que é você. Pelas cartinhas, pelos desenhos, pelos beijinhos. Obrigada por aprender tanto e por mostrar tanta delicadeza em seu caminho. Nada mais me falta, desde que você chegou. <3

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