Foi assim que você travou conversa com sua avó materna ontem. Chorei de rir. Depois chorei do que isso poderia significar, caso eu deixasse. Enxerguei naquele seu movimento a possibilidade do nascimento da tirania e do consumismo desenfreado, sem perceber o valor das coisas que possui, pois que as provém são terceiros que as dão para você.
Fomos para casa, sem Ipad, é claro: afinal de contas, não sou daquelas mães loucas que vai parcelar artefatos caríssimos só para o deleite do filho em idade inconsequentemente inocente. Ademais, o Ipad custa o mesmo tanto que uma cama elástica de 3m de diâmetro. Entre um e outro, fico com a cama elástica. Acho que você também fica, dado o quanto gosta de pular nelas (e isso me lembra de outros eventos de "mamãe, o pula-pula", mas esses vêm mais tarde).
Pois bem. Chegando em casa, peguei nossa cartolina de desenhos e desenhei um Ipad, com o aplicativo da La Cucaracha. Você riu. Apertou o botão de início do jogo e eu comecei a cantar a musiquinha. Daí você matou a baratinha e eu 'onomatopeiei' o prrrrrrt da bicha sendo esmagada. Você caiu na gargalhada! Apertou o botão de início de novo. Cantei de novo. Matou a baratinha de novo. Prrrrrrt! Hahahahaha!
Ficamos assim por um bom tempo, até que você veio pro meu colo e me deu beijinhos e rolamos pela sala fazendo cosquinha uma na outra. Brincamos de formiguinha, de morder a barriguinha, de urubu (quando você joga os braços pra trás e imita um urubu voando) e de toda a sorte de coisas, até culminar nos pulos do sofá.
Quem precisa de Ipad?
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