sábado, 14 de maio de 2011

Me dá meu Ipad?

Foi assim que você travou conversa com sua avó materna ontem. Chorei de rir. Depois chorei do que isso poderia significar, caso eu deixasse. Enxerguei naquele seu movimento a possibilidade do nascimento da tirania e do consumismo desenfreado, sem perceber o valor das coisas que possui, pois que as provém são terceiros que as dão para você.
Fomos para casa, sem Ipad, é claro: afinal de contas, não sou daquelas mães loucas que vai parcelar artefatos caríssimos só para o deleite do filho em idade inconsequentemente inocente. Ademais, o Ipad custa o mesmo tanto que uma cama elástica de 3m de diâmetro. Entre um e outro, fico com a cama elástica. Acho que você também fica, dado o quanto gosta de pular nelas (e isso me lembra de outros eventos de "mamãe, o pula-pula", mas esses vêm mais tarde).
Pois bem. Chegando em casa, peguei nossa cartolina de desenhos e desenhei um Ipad, com o aplicativo da La Cucaracha. Você riu. Apertou o botão de início do jogo e eu comecei a cantar a musiquinha. Daí você matou a baratinha e eu 'onomatopeiei' o prrrrrrt da bicha sendo esmagada. Você caiu na gargalhada! Apertou o botão de início de novo. Cantei de novo. Matou a baratinha de novo. Prrrrrrt! Hahahahaha!
Ficamos assim por um bom tempo, até que você veio pro meu colo e me deu beijinhos e rolamos pela sala fazendo cosquinha uma na outra. Brincamos de formiguinha, de morder a barriguinha, de urubu (quando você joga os braços pra trás e imita um urubu voando) e de toda a sorte de coisas, até culminar nos pulos do sofá.
Quem precisa de Ipad?

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